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Usinas de Energia Solar no Brasil irão atingir primeiro Gigawatt em 2017

Primeiro Giga

A marca, alcançada por poucos países, será atingida com a entrada em operação de projetos de usinas de energia solar no Brasil, contratadas em 2015. No entanto, especialistas do setor dizem que o país já poderia estar mais avançado.

O ano de 2017 está apenas começando, mas promete ser mais um de muito crescimento para a energia solar no Brasil. O setor continua seu ritmo acelerado de crescimento, tendo apresentado um aumento de mais de 300% no número de sistemas fotovoltaicos instalados nas casas e empresas de todo o país e, se depender da vontade dos brasileiros, eles continuarão se espalhando.

Agora, com novas usinas de energia solar no Brasil prestes a entrarem em operação, o país deve alcançar este ano a marca de 1 Gigawatt (GW) de potência instalada desses projetos, de acordo com Rodrigo Sauaia, presidente da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar). No entanto, caso todos os projetos contratados nos leilões de energia desde 2014 saíssem do papel, o Brasil poderia fechar 2017 com 2GW de geração centralizada.

Embora esteja perto de alcançar essa marca histórica, acontecimentos recentes atrapalharam o andamento do segmento de geração centralizada. Com o cancelamento do leilão de energia do ano passado, novos projetos de usinas de energia solar no Brasil deixaram de ser contratados, o que deixou empresas e investidores receosos quanto ao desenvolvimento do mercado brasileiro.

“Vem aí um desafio grande que a gente ainda tem no setor, porque apesar desse começo positivo, tivemos um tropeço importante com o cancelamento do leilão… foi um golpe duro, porque o setor tem que ter previsibilidade da demanda” disse Sauaia, o qual também revela que empresas ligadas à Associação haviam demonstrado o interesse em participar desse último leilão com projetos que somavam 5GW.

Mas, se por um lado existe o interesse em investimento em novos projetos, alguns daqueles que foram contratados no leilão de 2014, e que ainda não saíram do papel, estão tendo seu cancelamento negociado junto ao governo. Como comparativo, caso todos os projetos contratados já estivessem em atividade, a representação da energia solar na matriz energética brasileira saltaria dos 0,02% hoje para 2%.

“Ocorreu uma mudança brusca e imprevisível no cenário macroeconômico brasileiro que afetou diretamente esses projetos, e é difícil você prever uma turbulência econômica e política… por conta disso os empreendedores estão em diálogo direto com o governo, buscando um caminho, uma solução”, disse.

Sauaia acredita, contudo, no crescimento da fonte solar no país e, de acordo com a ABSOLAR, até agosto deste ano serão entregues as usinas de energia solar no Brasil contratadas no leilão realizado em agosto de 2015.

“A situação deles já é mais tranquila. Por conta disso, a gente vê que um número importante desses projetos vai começar a trocar de mãos… a gente vê alguns grandes grupos internacionais de olho nesses projetos”, afirmou.

Uma das maiores usinas de Energia Solar no Brasil será construída em Minas Gerais

Além desses projetos, outras usinas de energia solar no Brasil devem entrar em operação ainda este ano. Um dessas é a que está sendo construída no município de Pirapora, interior de Minas Gerais. O empreendimento, que será um dos maiores do tipo no país, está sendo construído em uma extensa área plana de 400 hectares próxima ao rio São Francisco, e seu investimento previsto é de R$1 bilhão.

O projeto é do grupo de energia francês EDF, através da EDF Energies Nouvelles, o braço de energia renovável da multinacional, e contará com cerca de 600 mil painéis que irão gerar ao máximo 191 MW (megawatts) de potência, os quais serão utilizados para alimentar a rede nacional. Ao todo, cerca de 300 funcionários já estão trabalhando no projeto, sendo a maioria deles da própria cidade e região.

Os módulos fotovoltaicos que estão sendo utilizados no projeto foram todos fabricados no país, através de uma parceria da Canadian Solar (sócia no empreendimento) e a multinacional Flex. “Apesar de painéis brasileiros serem mais caros que os importados, temos como estratégia apostar em conteúdo local porque isso permite financiamentos com o BNDES, facilita outros financiamentos locais e também mitiga riscos cambiais”, afirmou Paulo Abranches, CEO no Brasil da EDF.

Investimentos como esse já são esperados no Brasil e devem ser cada vez mais frequentes. Conforme projetado pela ABSOLAR no ano passado, para o Brasil alcançar suas metas de redução de emissão assumidas no Acordo de Paris, R$125 milhões devem ser investidos em projetos de energia Solar até 2030.

 Fonte: ABSOLAR

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